quinta-feira, 18 de novembro de 2010

COMÉRCIO JUSTO E TURISMO RESPONSÁVEL

          Foto: 2ª Feira Mensal de economia Solidária

O comércio justo é um movimento que se parece com outras iniciativas de desenvolvimento sustentável, como por exemplo: o consumo consciente, um movimento que introduz responsabilidade sócio-ambiental no ato de consumo, e que os consumidores (pessoas individuais ou em associações) são considerados parceiros de práticas comerciais alinhadas pelo desenvolvimento sustentável. Possue estratégias de incremento baseadas em Arranjos Produtivos Locais- APLs.

Os APLs são organizações de um mesmo ramo de atividade em determinado espaço. Tanto o comércio justo quanto os APLs são ligados através de relações de cooperação e confiança entre os agentes econômicos, e o consentimento no equilíbrio econômico social, estabelecendo parâmetros para a busca de lucratividade. Os produtos de um comércio justo são alvos para os consumidores conscientes.

Os princípios e exigências para a certificação do comércio justo concordam, em boa parte, com a agricultura orgânica. O comércio justo já foi encarado como uma forma de comercialização, a fair trade, uma alternativa ao modelo proposto pelo capitalismo. Visto como uma evolução natural do sistema capitalista, em se tratando de desenvolvimento sustentável, pautando suas relações pela ética, junto com o lucro e a responsabilidade social.

O comércio justo é ampliado para os setores de serviços, como é o caso do "turismo responsável ou solidário", baseado na aliança entre um comércio justo de produtos artesanais ou alimentares, requeridos pelos turistas, e um turismo que é exercido sem agressões ao meio ambiente, e que traga benefícios as populações locais.

Fonte: administradores.com.br

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Arthur Haulot O Filósofo do Turismo





O Belga Arthur Haulot foi um, jornalista, humanista, poeta e sociólogo especializado em turismo e questões sociais, viveu de 1951-1981. Passou três anos de sua vida em um campo de concentração da Alemanha, Durante a 2ª Guerra Mundial. Escreveu mais de 20 livros sobre o humanismo Social, desde que saiu do campo de concentração, até a sua morte em 1981. Em seus livros já afirmava que em nível de qualidade o turismo deveria ser para cada homem e para cada mulher, uma nova declaração da sua dignidade interior, de uma participação consciente e voluntária no destino comum do povo de um país, onde o passado, o presente e o futuro das pessoas deveriam ser considerados. 



Quando se tratava de um turismo que buscava somente a fugir do trabalho, Arthur chamava esta ação de turismo-evasão, para se opor ao sentido de trabalho escravo que existia, e pelo qual passo em sua pele. As pessoas deveriam analisar as muitas restrições e humilhações que o trabalho da era industrial impunha.  Ele tinha fortes críticas de como o turismo estava sendo conduzido, totalmente alienado das questões sociais. Arthur chamou atenção para um olhar social e cooperativo do turismo.  


No contexto social o turismo deve apoiar ações que contribuam para minimizar ou diminuir as necessidades existentes nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, trazendo benefícios que irão aproximar as pessoas de classes sociais médias e altas para as classes menos favorecidas, com políticas de inclusão social, que dão oportunidades às populações de baixa renda, em todas as variáveis existentes no mercado turístico.

Fonte: elmundo.es



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Turismo na Favela?



Quando se fala em turismo solidário algumas pessoas se perguntam: "mostrar o que é feio?"o que tentamos esconder do resto do mundo? o que nos envergonha? Muitas perguntas são feitas neste sentido, porém a resposta é uma só: mostrar a nossa realidade com uma possibilidade de mudança em seu quadro. Sem ser extremo ou fatalístico. Apenas uma realidade social que passa pelas políticas públicas do nosso país, e muitas vezes não consegue ser resolvida. Talvéz não seja possível resolver o problema socioeconomico desta forma, mas a expectativa que se cria dentro deste segmento turístico, que começa a ganhar espaço nas monografias de conclusão de cursos académicos de Turismo, tem feito a chamada "elite de influência" do país, parar e discutir sobre o assunto, muitas vezes era ignorado e que agora ganha maior alcançe nas bancas acadêmicas de pesquisas.

O "feio" já não precisa mais ser escondido atrás de faixas ou cartazes, ele pode e deve ser visto e analisado com uma questão cultural e social que acontece em nosso país e que interessa sim as pessoas conscientes que o visitam.


Agora existem pousadas na Favela, onde pessoas de todo o mundo vêm para vivenciar algo muito distante de suas realidades, que ouviram falar ou viram nas mídias. Mas porque elas vêm, se já sabem que é um lugar sem muitos atrativos internos? A verdade é que, o diferente é muito atrativo para as pessoas de uma forma geral. Se antes tivéssemos pensado sobre isso, talvez muitas pessoas que vivem nas favelas já teriam elevado sua condição econômica e sem sair de lá. Há muito o que ser visto nos aglomerados e morros do Brasil, que podem surpreender até mesmo aos brasileiros que nunca colocaram os seus pès em uma favela.  


Foto 1: Casal de turistas na laje                                 Foto 2: Cadeiras de sol na laje.

A musicalidade do povo, a beleza de sua gente, seu modo peculiar de encarar a vida, a ajuda mútua, sua garra diante dos problemas, enfim tudo isto e muito mais somando ao belo que é visto de lá das favelas. Por serem em morros, em sua grande maioria, as favelas brasileiras possuem uma vista privilegiada, de cima dos telhados dos moradores. Os turistas ficam encantados com tanta beleza vista de cima para baixo. E não é apenas isto, a proximidade com as pessoas, que eram quase lendas para o visitante, é algo muito rico e que proporciona ao estrangeiro e mesmo o brasileiro, um sentimento de participar de um movimento de qualidade de vida, para os moradores dos aglomerados, que traz satisfação e  o senso de colaboração com este processo de elevação econômica. 


Leia mais: http://arquivinho.com/pousada-favelinha/

sexta-feira, 5 de junho de 2009


RESPONSABILIDADE SOCIAL

O turismo pode ser um meio de promover a responsabilidade social, pela grande oportunidade que possui de conhecer as realidades sociais dos destinos turísticos, muitos deles, ainda não conhecidos oficialmente. Através do turismo solidário e social é possível realizar mesmo em período de lazer, um pouco da nossa cidadania.
Comunidades carentes, mas com potencial turístico, podem ser trabalhadas com atividades sociais e sustentáveis, através de oficinas de artes. É possível incluir em seu pacote de visitas, uma contribuição para o seu destino, deixando no local a sua semente, que pode germinar e se transformar em uma forma de renda da comunidade visitada. O turista solidário tem a característica de deixara sua marca por onde quer que ele vá. Seja ela uma marca tangível ou intangível. O solidário tem em si a certeza de que está construindo um mundo melhor para a diminuição da ignorância e da pobreza de muitas famílias da terra.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

TURISTAS EM ONGs


As ongs tem sido visitadas por turistas que preferem realizar um trabalho voluntário durante as suas férias, como um meio de dar a sua contribuição solidária ao lugar visitado e deixar assim uma marca na sua história. O voluntariado é uma atitude de servir as pessoas de uma forma significativa e pessoal, através do envolvimento humano e social com local onde esta sendo visitando, podendo vivenciar uma experiências única, da qual depois poderá assimilar seu ganho no retorno ao seu país de origem.