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domingo, 15 de maio de 2011

As Mídias Sociais e Seu Impacto No Turismo Solidário

Foto: movimento água e vida



As mídias sociais vão além das expectativas das empresas em geral, e no caso do turismo isto não é diferente, pois através delas é possível realizar ações positivas diante de catástrofes, que também são apontadas por estas mídias, mas com a vantagem, se bem utilizada por um profissional ético da área, poder criar um impacto positivo, mobilizando as pessoas, fomentando a participação de caráter ecológico, de cooperação humanitária, levando pessoas através do turismo a realizar visitas a estes lugares, para oferecer ajuda e confirmar a ação de restituição do local, onde será reparada, a medida do possível, o dano causado e aplicar a devida restituição ao meio ambiente destruído.

O episódio de Em 11 de maio, no México é um exemplo desta ação solidária pelas redes sociais e turistas. Cerca de três semanas após o vazamento, a divisão de turismo do Estado da Florida, a Visit Florida, lançou uma campanha de marketing aproveitando as ferramentas de mídia social para divulgar informações sobre o vazamento. Eles criaram um website chamado Florida Live, para fornecer em tempo real informações sobre os danos que foram causados ou não, pelos vazamentos na costa do Estado.

Para noticiar sobre o derramamento, o site adicionou vários recursos, como vídeo ao vivo das praias, mapas do Google com links para o Twitter de moradores locais e páginas do Flickr. O site da Flórida teve um aumento de 46% em suas visitas em relação ao mesmo período do ano anterior, e bateu o seu tráfego na página do Facebook dez vezes mais, e agora tem mais de 8.000 fãs. As conseqüências do acidentes continuam afetando o turismo na Florida, mas mesmo assim conseguiu um aumentado em todo o estado no último trimestre de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.



Foto: de AP 

O turismo moderno necessita da mídia social, por que ela pode fazer com maior rapidez, a conecção dos moradores locais com os potenciais turistas. O Florida Live liga os tweets locais e fotos a um mapa do Google, agregando o conteúdo que os moradores e turistas já estavam criando, complementando os esforços que usam os meios tradicionais de mídia.A estratégia de marketing adotada foi muito apropriada para o estado da Florida. As praias estavam limpas em sua maior parte, então, o Visit Florida mostrou para as pessoas que as praias realmente estavam limpas e qual era a situação da área em tempo real através de câmeras, fotos e depoimentos dos moradores locais.

Tudo isso mostra o potencial das mídias sociais para as divisões estaduais de turismo. O Florida Live nasceu do vazamento de petróleo, mas as informações, conceitos e ferramentas construídas irão continuar muito além. Essa é uma forma de mostrar o compromisso com os visitantes e reforçar uma mensagem de confiança, que possuem um grande peso na hora de se escolher um destino para fazer turismo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Rota das Sempre Vivas



Foto: Parque Nacional das Sempre Vivas

A Rota das Sempre Vivas na comunidade do vilarejo de Capivari oferece acomodações nas casas dos moradores, escolhida pelo turista. È um roteiro que prioriza o modo de vida campestre da comunidade, oferecendo ao visitante a oportunidade de vivenciar o local, utilizando os mesmos recursos que os moradores e fazendo as refeições nas próprias casas onde estão hospedados. O passeio pode ser feito em 3 dias, onde o visitante terá um inesquecível contato com a cultura local.

Capivari é um vilarejo simples, com muitas flores, rodeado por campos de sempre-vivas, localizado na ladeira do Pico Itambé. É um lugar de pessoas acolhedoras e hospitaleiras. Até a cachoeira do Amaral é feita uma caminhada gostosa compensada seguida de um banho refrescante. A tarde é possível fazer uma visita, às igrejas e ás noites, são oferecidos teatro e forró, mediante combinação prévia. Uma forte caminhada no segundo dia, até a Cachoeira dos Coqueiros, recompensada por uma hidromassagem natural.


Foto: minasgerando.blogspot

A despedida do roteiro é muito agradável, um passeio pelo modo de vida da comunidade. Pela manhã bem cedo, uma caminhada pela várzea, é hora de passear pelos campos de sempre-vivas. Á tarde aprender a secar as flores e conhecer os trabalhos artesanais que são produzidos com elas. Além de participar do processo produtivo do artesanato de Capivari, o Turista ainda pode levar o suvenir que ele mesmo produziu.

Este tipo de turismo é considerado solidário e de baixo impacto no meio ambiente, por não ser um turismo de massa, e permitir apenas grupos de 10 a 25 pessoas no roteiro. Permiti a interação direta do turista com a comunidade local, proporciona ganho econômico aos moradores, preserva o meio ambiente, incentiva a cultura local no caso de Capivari, com a confecção de artesanato, o forró e o teatro, e gerando troca de conhecimentos entre os visitantes e anfitriões. Fazendo desta uma atividade socioambiental.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Turismo na Favela?



Quando se fala em turismo solidário algumas pessoas se perguntam: "mostrar o que é feio?"o que tentamos esconder do resto do mundo? o que nos envergonha? Muitas perguntas são feitas neste sentido, porém a resposta é uma só: mostrar a nossa realidade com uma possibilidade de mudança em seu quadro. Sem ser extremo ou fatalístico. Apenas uma realidade social que passa pelas políticas públicas do nosso país, e muitas vezes não consegue ser resolvida. Talvéz não seja possível resolver o problema socioeconomico desta forma, mas a expectativa que se cria dentro deste segmento turístico, que começa a ganhar espaço nas monografias de conclusão de cursos académicos de Turismo, tem feito a chamada "elite de influência" do país, parar e discutir sobre o assunto, muitas vezes era ignorado e que agora ganha maior alcançe nas bancas acadêmicas de pesquisas.

O "feio" já não precisa mais ser escondido atrás de faixas ou cartazes, ele pode e deve ser visto e analisado com uma questão cultural e social que acontece em nosso país e que interessa sim as pessoas conscientes que o visitam.


Agora existem pousadas na Favela, onde pessoas de todo o mundo vêm para vivenciar algo muito distante de suas realidades, que ouviram falar ou viram nas mídias. Mas porque elas vêm, se já sabem que é um lugar sem muitos atrativos internos? A verdade é que, o diferente é muito atrativo para as pessoas de uma forma geral. Se antes tivéssemos pensado sobre isso, talvez muitas pessoas que vivem nas favelas já teriam elevado sua condição econômica e sem sair de lá. Há muito o que ser visto nos aglomerados e morros do Brasil, que podem surpreender até mesmo aos brasileiros que nunca colocaram os seus pès em uma favela.  


Foto 1: Casal de turistas na laje                                 Foto 2: Cadeiras de sol na laje.

A musicalidade do povo, a beleza de sua gente, seu modo peculiar de encarar a vida, a ajuda mútua, sua garra diante dos problemas, enfim tudo isto e muito mais somando ao belo que é visto de lá das favelas. Por serem em morros, em sua grande maioria, as favelas brasileiras possuem uma vista privilegiada, de cima dos telhados dos moradores. Os turistas ficam encantados com tanta beleza vista de cima para baixo. E não é apenas isto, a proximidade com as pessoas, que eram quase lendas para o visitante, é algo muito rico e que proporciona ao estrangeiro e mesmo o brasileiro, um sentimento de participar de um movimento de qualidade de vida, para os moradores dos aglomerados, que traz satisfação e  o senso de colaboração com este processo de elevação econômica. 


Leia mais: http://arquivinho.com/pousada-favelinha/

segunda-feira, 11 de maio de 2009

TURISTAS EM ONGs


As ongs tem sido visitadas por turistas que preferem realizar um trabalho voluntário durante as suas férias, como um meio de dar a sua contribuição solidária ao lugar visitado e deixar assim uma marca na sua história. O voluntariado é uma atitude de servir as pessoas de uma forma significativa e pessoal, através do envolvimento humano e social com local onde esta sendo visitando, podendo vivenciar uma experiências única, da qual depois poderá assimilar seu ganho no retorno ao seu país de origem.